Novas histórias de verão

O verão de 2022, iniciou com a Ômicron e muito calor no Sul… Mudanças climáticas?…. Que sei eu. Deve ser, eventos extremos… altas temperaturas e pouca chuva.

Fomos aproveitar um sábado de sol na nossa querida praia do Cassino. Tanta gente, mas tanta gente, que conseguimos lugar para estacionar apenas lá perto dos Molhes da Barra.
Depois da tradicional rotina diária do descarrego das cadeiras e colocação dos guarda-sóis, estavámos nós tomando mate, quando uns “vizinhos” chamaram minha atenção.
Era um grupo de mais ou menos uns 10 adultos e algumas crianças. Eram dois gazebos grandes, muitas cadeiras, algumas mesas, umas quantas caixas térmicas, certamente cheias de gelo e cerveja. Animava o grupo música gaúcha, como o “Tordilho Negro” interpretada pelos Serranos. Mas o ponto alto era uma churrasqueira de tonel, mas de tonel grande. E, na mesa ao lado, onde o experiente churrasqueiro preparava sua especialidade era possível ver uma pequena montanha de carne.
No preparo do fogo ele usou uns dez quilos de carvão, enquanto se tornava brasa ele espetava cortes de picanha, vazio, corações de frango, e, colocava numa grelha dúzias de salsichões para o aperitivo.
O grupo era muito tranquilo, os homens todos barrigudos, gordos e alegres. O Vô, um senhor muito sério, que ostentava uma cicatriz, possivelmente de remoção cirúrgica do rim esquerdo, olhava calmamente à “família”, de longe tomando uma cervejinha.
Enquanto a carne assava eu pensava: será que vem mais gente? É impossível essa turma comer toda essa carne. Nesse momento a situação era a seguinte. A churrasqueira cheia, fumegando e exalando aquele cheirinho da carne assando e, na mesa, ainda uns dez quilos de costela de gado cortadas em tiras de uns cinco centímetros.
Daí chega um vendedor de doces, o Vô vai lá e compra algumas caixas, e, muito amigavelmente, oferece um copo de refrigerante ao rapaz que o consome alegremente. Gente boa…
Em seguida observo o assador retirar os salsichões do fogo, experiente, com uma faca bem afiada ele fatia alguns metros de salsichão. Nesse momento entendi o porquê da quantidade de carne e do tamanho da churrasqueira. A turma ataca o salsichão de forma tão voraz, que em alguns minutos, o mestre assador já servia os coraçõezinhos para a família faminta.
Começo a me movimentar para casa e passo perto do grupo para dar uma olhadela. O nosso assador já iniciava a salgar as costelas de reserva… Certamente porque conhecia bem o seu time.

Um comentário em “Novas histórias de verão

  1. Eu me ofereci pra ir lá perguntar se vinha maus gente hahahaha
    Vamos ter que acha-los outro dia na praia pra tirar a prova hahaha
    Carlos diz aqui ” a inveja é uma merda”

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